sábado, maio 19, 2012

Dia de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes tem ações


 


O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, nesta sexta-feira, será marcado por ações que buscam alertar a sociedade para a necessidade de proteção contra a violência sexual. Um documento sobre os impactos das grandes obras na exploração sexual de menores, tema da campanha deste ano, será entregue a representantes da Frente Parlamentar Mista da Criança e do Adolescente.
De acordo com a coordenadora do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo, o objetivo é mostrar quais são os desafios que envolvem o tema. "Queremos mostrar quais são as prioridades que temos de pautar para que a gente consiga mitigar um pouco os prejuízos que essas obras têm causado na vida de crianças e adolescentes", analisa.
Ainda não há ações concretas para evitar essas violações, mas existem algumas organizações da sociedade civil que estão se empenhando para minimizar os impactos das grandes obras na vida de crianças e adolescentes. De acordo com a socióloga e consultora da Agência Nacional dos Direitos da Infância (Andi), Graça Gadelha, a situação no Norte e no Nordeste é mais complicada.
Um relatório sobre violações de direitos humanos nas obras das usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau (RO), publicado pela Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca Brasil), no ano passado, mostrou que o número de homicídios dolosos cresceu 44% em Porto Velho entre 2008 e 2010.
Além disso, a quantidade de crianças e adolescentes que foram vítimas de abuso ou exploração sexual aumentou 18%. O relatório também mostra que o número de estupros cresceu 208% em Porto Velho entre 2007 e 2010. Segundo o documento, a explosão populacional foi um dos principais fatores que provocaram o aumento dos índices de violência.
Outras ações 
Nesta sexta-feira, será divulgado também o mapeamento de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais brasileiras, feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, o levantamento é uma ferramenta estratégica para a gestão das políticas públicas de enfrentamento dessa grave violação dos direitos da infância e adolescência no Brasil.
A programação inclui ainda a entrega oficial do Prêmio Neide Castanha, destinado a pessoas que tiveram destaque na promoção e defesa dos direitos infantojuvenis no enfrentamento da violência sexual. A partir das 15h30, uma carreata comandada pela cantora Fafá de Belém vai passar pela Esplanada dos Ministérios. Durante o dia, será realizado o Show Pela Vida contra a Violência, que contará com a participação de 1,5 mil crianças e adolescentes de organizações e do governo do Distrito Federal.
A data 
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído por lei federal, em alusão a 18 de maio de 1973, quando a menina Araceli, 8 anos, foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens da classe média alta de Vitória (ES). Apesar de sua natureza hedionda, o crime prescreveu e os assassinos ficaram impunes.
fonte    Agência Brasil

OS DISCÍPULOS DE EMAÚS - Artigo de Jorge Leão


OS DISCÍPULOS DE EMAÚS - Artigo de Jorge Leão

 OS DISCÍPULOS DE EMAÚS
(Evangelho de Jesus narrado por Lucas 24,13-35)
JORGE LEÃO – MFC/MA

O
s olhos dos discípulos de Emaús estavam distantes ainda da grande novidade da ressurreição. Em termos simbólicos, a mensagem nos possibilita pensar sobre quais são os entraves que nos impedem de ver a vida no caminho de nossa jornada humana.

O Mestre caminha ao nosso lado, transfigurado, entretanto nossos olhos permanecem fechados diante da grande novidade.

Acabamos por nos fixar aos modelos que se sobressaem por motivações externas, como a notícia alvissareira de que algo extraordinário havia acontecido em Jerusalém...

Mas, se não houver ressurreição dentro de nós, não será um acontecimento externo a nos confirmar tal experiência. A fé não se delimita a encontros de passagem ou ritos litúrgicos, mas a uma adesão profunda, que envolve todo o ser. Por isso, somente depois da partilha do pão, os discípulos puderam ver a realidade diante de seus olhos.

Durante o caminho para Emaús, alguns "seguidores" de Jesus preferem ficar presos aos fatos propalados pelo noticiário cotidiano. Isso pode significar a dificuldade que por vezes encontramos em vivenciar a partilha do pão com os que acolheram a novidade evangélica: [...] ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" (Jo 15, 13).

Uma caminhada sem o banquete da partilha, e com todos os riscos advindos do desafio evangélico do amor incondicional, torna-se esvaziada pela nostalgia de ainda não crer naquilo que as discípulas e amigas de Jesus haviam dito sobre aquela manhã de domingo. Com efeito, as mesmas haviam anunciado a grande novidade ao grupo dos onze, mas foram desacreditadas, pois viam com "olhos de anjos", e isto parece querer dizer da não veracidade da notícia. Então, mais uma vez nossos olhos permanecem fechados ao mistério da vida e presos aos pré-julgamentos apressados que fazemos sobre quem está ocupando um lugar diferente do nosso.

Só depois, quando emerge a experiência simbólica da partilha do pão, a memória dos discípulos renova-se mais uma vez. Eles certamente haviam recordado a partilha dos pães e dos peixes para a multidão sedenta, e a última ceia, quando o Mestre distribui o pão da vida, como memória de sua passagem no mundo.

No momento em que abrirmos os olhos do coração, reacenderá a vontade de ir anunciar aos demais a notícia de que as amigas de Jesus não haviam delirado. Os olhos da fé, experienciada pelo encontro na partilha, reacendem o fogo da presença do Mestre entre nós, uma vez que compreendem agora o real sentido das palavras: "[...] se observais meus mandamentos, permanecereis no meu amor, como eu guardei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor" (Jo 15, 10).

Os olhos foram abertos novamente pelas mãos cuidadosas do Mestre. O pão repartido nos lembra de nosso compromisso com o sinal da fé. Neste momento, renova-se a vida, e assumimos novamente o reconhecimento do olhar de Jesus, a nos dizer: "amai-vos uns aos outros" (Jo 15, 17).

Paz e bênçãos,

Jorge Leão
Movimento Familiar Cristão - São Luís - MA.

*Proposta de reflexão sobre o tema do próximo ENA

terça-feira, maio 15, 2012

MFC VITÓRIA DA CONQUISTA-BA DESENVOLVE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA ÁREA DE SANTA LUZIA




A
 coordenação do Movimento Familiar Cristão - Área de Santa Luzia – Vitória da Conquista(BA), recebeu a visita do coordenador de ECCi, Eduardo Moraes. Na oportunidade foi entregue o planejamento estratégico construído coletivamente pelas coordenações de área e cidade no primeiro mês deste ano. O coordenador disse que vai precisar de todos trabalhando juntos para que as ações contidas no planejamento não se tornem letra morta. Na oportunidade Eduardo agradeceu a todos pela oportunidade, apoio e confiança depositada na atual coordenação, solicitou o empenho, entusiasmo e colaboração dos Grupos da Área nas promoções de cidade e da equipe de infraestrutura do 18º ENA.

Eduardo Moraes fez vê aos presentes a importância de abraçar a campanha pela assinatura da revista Fato & Razão e a leitura do boletim Atuação. Esses dois instrumentos são fundamentais para a nossa informação e formação, “leiam e estimulem os grupos a usarem em suas reuniões”, disse o coordenador da ECCi.

Outro assunto de extrema importância abordado pelo coordenador foi sobre a necessidade de que todos os membros ativos mantenham suas contribuições em dia para que a ECCi possa honrar os compromissos, melhorar a comunicação e investir em na sede.

“Elevem em todos mefecistas de Santa Luzia a honra e prazer em pertencer ao MFC, esse movimento de um povo missionário que desenvolve em todas as paróquias, magníficos trabalhos humanísticos para a construção de uma sociedade de famílias sadias e sustentáveis”. Afirmou Eduardo Moraes.

O coordenador da ECCi-Vitória da Conquista concluiu agradecendo a oportunidade e atenção de todos, dizendo que é preciso construir em Vitória da Conquista um movimento de linguagem e ações unificadas. Ao se despedir colocou a ECCi a disposição e que o MFC de Vitória da Conquista tem soldados em sua coordenação empenhados em fazer do nosso MFC uma referência no fortalecimento das famílias.

Com informações do Blog do MFC CONQUISTA

Dia internacional da família


A família deve se reunir para firmar os laços afetivos
O dia da família é uma data internacionalmente conhecida, comemorada em 15 de maio, desde 1994. Nesta data, a ONU (Organização das Nações Unidas) celebrou o ano internacional da família, através do tema “Família, Capacidades e Responsabilidades num Mundo em Transformação”.
A família é composta por pessoas ligadas através de laços sanguíneos, constituída por todos os parentescos, como pais, avós, tios, primos, netos, sobrinhos, dentre outros.
Antigamente as famílias eram patriarcais, se apresentavam com um núcleo composto por marido, mulher e filhos. Os pais eram muito distantes dos filhos, quase não conversavam com os mesmos e eram tidos como os chefes das famílias, tendo que ser respeitados por todos. Era um tempo muito severo.
Hoje em dia as famílias se transformaram muito, em razão das mudanças socioculturais, econômicas e religiosas. Os fatores que mais influenciaram na transformação das famílias foram as modernidades, as conquistas da mulher no mercado de trabalho. As mulheres não se encontram mais dependentes dos maridos, conseguem se manter financeiramente e por isso o número de divórcios aumentou muito nos últimos anos.
Nesta data é importante que as pessoas revejam seus conceitos sobre família, assim como os papéis de cada um dentro dessa, pois temos visto problemas familiares sérios, em razão das pessoas casarem e não assumirem suas responsabilidades dentro do lar. São homens que priorizam outras atividades e deixam mulheres e filhos sozinhos em casa, assim como mulheres que não querem assumir o papel de esposa, tomando as responsabilidades da casa, mesmo trabalhando fora.
É muito importante a vida em família, pois as pessoas necessitam umas das outras. Além disso, compartilhar momentos de afetividade com os parentes só faz bem para as pessoas, traz proximidade, calor humano, harmonia, amor, carinho, sentimentos que as pessoas precisam para serem felizes.
Segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos anos aconteceu uma mudança brusca no perfil das famílias, hoje os casais têm apenas um ou dois filhos.
No Brasil, a data é comemorada no dia oito de dezembro, criada em 1963, pelo presidente João Goulart.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

domingo, maio 13, 2012

   PARA   AS  MAMÃES   PARABENS! 

Mães, mas sobretudo mulheres - Pastora Odja Barros


Odja Barros é pastora da Igreja Batista do Pinheiro em Maceió/AL e ajuda a coordenar a Aliança Batista Brasileira. É integrante da CEBI-AL  e do Conselho Nacional do CEBI. Colaborou nas seguintes publicações: O calor que une nossos corações; Como um só povo: reflexões sobre a unidade da Igreja 
 
Esta é uma semana na qual a imagem da mãe é muita louvada, reverenciada e poetizada. Quantas poesias e imagens tentam retratar e expressar o valor dessa imagem feminina de mãe como um ser quase divino. É verdade que há algo de divino na maternidade. O poder de gerar vida, amor uterino, amor que vem das entranhas, do útero é de onde se origina a palavra MISERICORDIA, que significa o amor que vem das entranhas, do útero, o amor de Deus.
Mas, essa imagem "divinizada" da mãe pode também ocultar toda a mulher que existe na mãe. Somos mães, mas, sobretudo mulheres, com todas as nossas potencialidades de amor, cuidado e doação, mas também com nossos desejos, limites, fragilidades e incapacidades como todo ser humano real. Não são poucas as mulheres que se anularam completamente num ato quase "crístico" de sacrificar-se por seus maridos e filhos, esquecendo de si mesmas. Não podemos esquecer as palavras de Jesus quando nos ensina que: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo"(Mc 12:33). Isso significa que não podemos amar ao outro perfeita e saudavelmente se não amarmos a nós mesmas. Esse amor poder ser adoecedor para quem dá e para quem recebe.
De outra parte também temos mulheres impedidas biologicamente de gerar filhos/as ou ainda mulheres que decidiram que não querem ou não se sentem prontas para serem mães e por isso sofrem. Sofrem por se sentirem menos mulher ou pela pressão social que quer arbitrar sobre os seus corpos como se fosse coisa pública onde todos podem opinar. Segundo Simone de Beauvoir "o corpo da mulher é um dos elementos essenciais da situação que ela ocupa neste mundo. Mas, não é ele tão pouco que basta para defini-la." [1] portanto o definir-se mulher ou mãe está para além das funções biológicas do corpo. A maternidade não pode ser reduzida a um útero engravidado.
A maternidade pode ser vivenciada e expandida para todo corpo que acolhe e torna-se casa, abrigo, seio que ampara, cuida, integra assumindo a plenitude da experiência maternal.  Todo corpo pode ser um útero pronto para acolher e cuidar da vida. Mas, o estereótipo da grande mãe, da mãe-virgem do Salvador ou das palavras atribuídas a Paulo que dizem que "a mulher que será salva dando luz a filhos" continua pairando sobre nossas cabeças como modelos de mulheres salvadoras de si mesma. (I Tim. 2:14)  Talvez seja um bom momento para lembrarmo-nos das mulheres-mães da genealogia de Mateus 1, mulheres que contrariam esse modelo estereotipado. Apesar de estarem de alguma forma relacionada à maternidade, "mas é na contramão de ser mãe que elas se empoderam. O que as salva não é o ventre engravidado, mas o poder de decidir seus estados de gravidez"[2]
Tamar, Raabe, Rute, Bete-Seba, mulheres, mães que entram na genealogia de Jesus escapando dos esquemas e estereótipos da sua época e são lembradas não por sua superioridade ética ou por ser modelo disso ou daquilo, mas pela coragem de agir em favor se si mesmas e de sua comunidade. Também nós, a exemplo dessas mulheres, somos desfiadas a resistir à mitificação e a estereótipos, bem como a termos o direito de dizer neste dia que somos mães (se pudermos ou quisermos), mas, sobretudo somos mulheres.
Da mulher, Odja Barros.

terça-feira, maio 08, 2012


ABRAM OS OLHOS - CURA DE UM CEGO DE NASCENÇA

 -ABRAM OS OLHOS -
CURA DE UM CEGO DE NASCENÇA
JORGE LEÃO – MFC/MA

J
esus cura um cego de nascença, no templo, que é o espaço da peregrinação religiosa judaica, tendo que enfrentar a visão extremista dos fariseus. A reação violenta contra a realidade que se mostra plausível diante de seus olhos é fruto de uma conhecida elaboração doutrinária da religião, em que a lei tem supremacia sobre a condição humana. Nada mais previsível que uma palavra (ou melhor, doutrina) religiosa imbuída da arrogância e da prepotência de suas “verdades” irrefutáveis.

Mas, no evangelho de Jesus, o amor não conhece os limites ou imposições da lei. O amor é maior que a religião [1]. Ele enxerga a necessidade do outro como clamor. Não há mais tempo para longas explicações sobre o porquê de nossas frequentes lamentações. Por isso, dentro do cenário restrito das autoridades, o Mestre envia o cego de nascença à piscina de Siloé [2]. Logo em seguida, recuperada a visão, todos em volta, com olhos aturdidos, perguntaram-se sobre aquele homem, e se porventura não haveria naquela versão dos fatos alguma confusão ou ludíbrio.

“Sou eu mesmo” (vers. 9). Esta é a resposta do homem. A indicação que ele dá aos fariseus é sobre certo “homem chamado Jesus que fez lama em meus olhos e mandou que fosse lavar os olhos na piscina de Siloé. Fui, lavei-me e recobrei a vista” (vers. 11).

Há um simbolismo profundo nesta passagem. O Mestre usa os elementos da terra, a lama, para abrir os olhos, depois a água. A cura que nos abre os olhos para a dimensão do divino inicia-se com a ligação a mãe terra. As mãos são os instrumentos e a terra a fonte. Para chegar à água na piscina de Siloé é necessário correr o risco da adesão à terra por meio do toque das mãos do Mestre em nossos olhos. O caminho é a plenitude telúrica, a fim de abrir-nos os olhos para a “luz do mundo” [3].

Contudo, para o poder religioso instituído na época, aquela cura representa uma profunda ameaça à estabilidade moral do povo. Aquele homem cego era sinal de um nascimento em pecado, segundo a interpretação corrente. Jesus, mais uma vez desapontando os olhos embaçados dos fariseus, aponta a misericórdia de Deus como sinal de vida. Há, então, um choque entre duas visões de Deus.

Uma, que aproxima Deus dos olhos dos homens. É a letra da lei que impera nesta primeira interpretação. Temos a herança do pecado sobre o sofrimento de uma vida destinada à exclusão da graça. Aquele homem era mendigo, perambulava pelas ruas sem qualquer sinal de mudança.

Com a chegada da “luz do mundo”, rompe-se com a obnubilação advinda de um olhar determinista da autoridade religiosa sobre a pessoa humana. Neste caso, a lei maior é o amor, e os caminhos que se mostram para o homem cego condenado à vida mendicante são o da misericórdia e do perdão, “para que nele sejam manifestadas as obras de Deus” (vers. 3).

É preciso abrir nossos olhos diante da visão estreita de uma religião que apenas julga e condena. Dentro do “lugar sagrado” é preciso dizer que não é o templo de pedra que nos religa a Deus, mas uma consciência aberta à realidade infinita da abundante graça divina. Jesus mergulha o ser humano no âmbito do ser. Ele nos envia para a piscina de Siloé, simbolicamente, para que possamos ver novamente.

A água pode ser interpretada como a própria experiência da reconciliação do homem cego com Deus. A água purifica, lavando nossos olhos da poeira do egoísmo e da limitada compreensão de nossa existência no mundo.

A ida à piscina transporta-nos, com isso, para os pés do Mestre. Isto incomoda profundamente as autoridades religiosas de ontem e de hoje. Assim sendo, a experiência da visão purificada na água de Siloé implica na adesão incondicional à lei do amor. Agora vemos translúcidos. Jesus nos abre a porta do templo interior, onde reside a visão essencial de todas as coisas.

A passagem termina com uma palavra dura aos fariseus: “se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas dizeis: ‘nós vemos’. Vosso pecado permanece” (vers. 41). Como é sabido, é bem mais fácil falar do julgamento alheio e explicar os males do mundo pela lente da condenação. Isto pressupõe um lugar de fala que se auto-intitula “santo”. Tal postura traduz claramente que é muito arriscado manter uma postura religiosa aos olhos do mundo, sempre santa, e sem pecados...

É comum rodear a palavra condenatória com ares de representantes de Deus na terra. Jesus, em sua peregrinação terrestre, jamais se auto-intitula “santo”, pois sabe que o mergulho no ser implica em uma atitude silente, de paz e gratuidade.

Precisamos de um olhar que se lance ao mundo, ansioso por ver a “luz do mundo”. No contato direto de nossos olhos com a luz, surgirá inicialmente a dor do ver sem óculos escuros. A experiência da visão redimida é uma adesão paulatina, no dia-a-dia dos desafios no mundo. Constitui, portanto, um desafio radical que traduz a suprema experiência do ver da fé, plena e livremente liberta das amarras da lei e do dogma religioso, ainda sem perceber a graça translúcida diante das colunas de pedra de nossos ornamentos, pré-conceitos, julgamentos e condenações.

Vendo frente a frente o homem que nos restitui a luz, poderemos, enfim, dizer: "agora, Senhor, eu te vejo com meus próprios olhos".

quinta-feira, maio 03, 2012

Encontro Conjugal -MFC Eunápolis




O MFC de Eunápolis, realizou neste último domingo (29/04) um belíssimo encontro conjugal com o tema: “ Eu e minha Família serviremos ao Senhor” JS 24,15 , desenvolvido com a metodologia participativa e tendo como mediadores  Pe. Marcelo  , administrador da Quase-Paróquia São Pedro – Urbis I –, Jonas e Valda, Edson e Neide (MFC-Eunápolis).Contou também com a presença do casal Nunes e Clemildes de Itamaraju e o casal coordenador estadual Joel e Alexsandra.  O MFC de Eunápolis demonstrou mais uma vez sua força na unidade e no jeito próprio de realizar as atividades. A ECE (equipe de coordenação estadual ), parabeniza a todos os coordenadores de equipe –base que assumiram com zelo e presteza junto com a ECCI -Eunápolis,  este evento.

quarta-feira, maio 02, 2012


CONDIR NORDESTE APOSTA NA EXPANSÃO DO MFC


D
esde que assumiu a Coordenação Regional Nordeste do Movimento Familiar Cristão, James e Fátima Medeiros se dedicam a expansão do MFC na região.


Na sexta-feira, 27, membros do Movimento Familiar Cristão de Alagoas, à serviço do Conselho Diretor Regional Nordeste (CONDIR/NE), partindo de Maceió (AL), percorreram aproximadamente 1.500 quilômetros, visitando as cidades de Taipu (RN), Natal (RN) e Guarabira (PB), em missão de expansão do MFC na região Nordeste.

Os mefecistas alagoanos James e Fátima – coordenadores estadual Alagoas e regional Nordeste; Jorge e Penha – SERCOM CONDIR/NE; Vamberto – vice-coordenador estadual Alagoas e regional Nordeste; Fiel e Claudete – secretários estadual Alagoas; Flávio e Lucila – assessores estadual Alagoas de Expansão e Nucleação; e Gastão – assessor estadual Alagoas de Expansão e Nucleação, em missão, partiram de Maceió para os Estados do Rio Grande do Norte e Paraíba, para se reunir com leigos e autoridades eclesiásticas para formar novos núcleos e reativar núcleos que no passado funcionaram.

Padre Francisco  e os mefecistas de Alagoas
Na tarde da sexta-feira (27), no Rio Grande do Norte, os mefecistas a serviço do Conselho Diretor Regional Nordeste do Movimento Familiar Cristão se reuniram na Cidade de Taipu com o Padre Francisco de Assis Inácio, pároco e administrador das Paróquias de Taipu e Poço Branco.

Na reunião em Taipu, James e Fátima - coordenadores regionais fizeram uma explanação da história do MFC no Brasil, destacando o trabalho realizado pelo movimento com as famílias. Padre Francisco de Assis Inácio disse já conhecer a história do MFC na Cidade de Taipu, quando atuavam na paróquia as freiras da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, religiosas oriundas do Rio Grande do Sul, que ao chegarem ao Rio Grande do Norte, fundaram o Movimento Familiar Cristão na cidade para trabalhar com as famílias. O pároco se mostrou bastante interessado em reativar o Movimento Familiar Cristão na paróquia, destacando a necessidade de ter pessoas trabalhando em prol da família, especialmente as mais carentes, as mais incompletas pelo abandono do lar, pela marginalidade, doença e até mesmo pela ignorância.

Padre Francisco ofereceu um saboroso lanche
Ficou acertado que o Padre Francisco conversará com casais interessados em participar da nova fase do Movimento Familiar Cristão e o MFC, através do CONDIR NORDESTE, voltará para realizar um Encontro de Casais, fundando oficialmente mais um núcleo mefecista na região Nordeste.

Após a reunião, Padre Francisco de Assis Inácio ofereceu um belíssimo lanche aos mefecistas. Os mefecistas deixaram com o padre as últimas três edições do Jornal Atuação, edições 76 e 77 da Revista Fato e Razão, Estatuto e Regimento atualizado do MFC e a história impressa do MFC.

Fátima, Ir. Marilúcia, Ir. Natalina e James
No sábado (28), pela manhã, já em Natal, capital do Rio Grande do Norte, os mefecistas se reuniram com as Irmãs Natalina e Marilúcia, da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, religiosas que ao chegarem ao Rio Grande do Norte, fundaram o MFC na cidade de Taipu, com 12 casais, para trabalharem as famílias, empregando as diretrizes do MFC Nacional, promovendo reuniões mensais, momentos de formação, lazer, evangelização, etc. O MFC em Taipu chegou a funcionar com 32 casais, mas, com o decorrer do tempo, e sem novas nucleações, parou no tempo, e hoje apenas as lembranças boas marcam aqueles que viveram o MFC na sua essência.

Mefecistas e as Irmãs em Natal/RN
As irmãs contaram um pouco da história do MFC no Rio Grande do Norte, principalmente em Taipu, onde o MFC foi importante no trabalho realizado com as famílias. “Ainda hoje, alguns casais que participaram do MFC de Taipu, que hoje moram em Natal, se reúnem uma vez por mês, aqui em casa, relembrando as reuniões do MFC”. Disse a Irmã Natalina.

James propôs as Irmãs que fizesse um convite aos mefecistas da época de Taipu, para que marcasse uma reunião, com a presença de mefecistas da regional Nordeste, para reativar o grupo e formarem, com novos casais, mais um núcleo do MFC. As Irmãs se comprometeram em fazer o convite e marcar a reunião.

Futuros mefecistas atentos a palestra sobre o MFC
Na noite do sábado (28), na cidade de Guarabira (PB), a 98 quilômetros da capital João Pessoa, os mefecistas do CONDIR/NE se reuniram no auditório do Victor's Center Hotel, com 34 pessoas, onde a coordenação regional fez uma explanação do que é o MFC, seu carisma, seu ser, natureza, objetivo, metodologia, etc.

Foi distribuído material impresso com a história do MFC, Jornais Atuação, Estatuto e Regimento e Revistas Fato e Razão. Após analisar tudo que ouviram e o material recebido, as 34 pessoas se reunirão no dia 17 de maio para decidirem se participam do MFC.

Mefecistas reunidos com Dom Lucena em Guarabira/PB
Na manhã do domingo (29), ainda em Guarabira, o MFC se reuniu com o Bispo diocesano, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, que ouviu da coordenação regional Nordeste do MFC uma explanação do que é o MFC, sua metodologia, carisma, objetivo, etc. Os mefecistas falaram da reunião com as 34 pessoas, realizada na noite anterior, e do desejo em fundar um núcleo do MFC em Guarabira.

Os mefecistas de Alagoas com Dom Lucena
Dom Lucena, relatou que já conhecia a atuação do Movimento Familiar Cristão, em Caicó, Rio Grande do Norte, quando o movimento funcionava. Disse da satisfação em receber os missionários do Movimento Familiar Cristão em sua casa. Dom Lucena recebeu material impresso do MFC. A visita foi concluída com uma oração e a benção de Dom Lucena aos mefecistas nessa missão de expansão do MFC na região Nordeste.